O que os centenários ensinam: hábitos e lições das Zonas Azuis para envelhecer com saúde e propósito
Descubra o que os centenários do mundo têm em comum e como seus hábitos e atitudes podem inspirar você a viver mais e melhor, com saúde, propósito e alegria.
Dra Ana Luiza Figueirôa
10/9/20253 min read


Chegar aos 100 anos ainda é um privilégio, afinal, a proporção de pessoas que alcançam essa marca é pequena. No entanto, nunca se viveu tanto quanto agora. Estudos mostram que o número de centenários cresce a cada década, e isso deixa claro que a longevidade, antes considerada quase inalcançável, hoje está mais próxima da realidade de quem adota cuidados constantes ao longo da vida.
Mas afinal, o que essas pessoas que atravessaram um século inteiro podem nos ensinar?
A ROTINA QUE SE REPETE EM DIFERENTES LUGARES
Pesquisas realizadas em regiões conhecidas como Zonas Azuis — Okinawa, no Japão; Sardenha, na Itália; Ikaria, na Grécia; Nicoya, na Costa Rica; e Loma Linda, nos Estados Unidos — revelam semelhanças surpreendentes nos hábitos de quem chega aos 100 anos.
Nesses locais, as pessoas se alimentam de forma equilibrada, com base em vegetais e grãos, usam o corpo de maneira natural (caminhando, cultivando a terra, subindo escadas), mantêm laços familiares e comunitários, cuidam do estresse com espiritualidade ou hobbies e, talvez o mais importante, vivem com propósito.
Ou seja: não se trata de segredos escondidos em fórmulas mágicas, mas de escolhas cotidianas. A ciência comprova que esses fatores reduzem a incidência de doenças cardíacas, diabetes e até alguns tipos de câncer.
A INFLUÊNCIA DA GENÉTICA (MAS NÃO SÓ DELA)
É claro que a genética também conta. Alguns indivíduos chegam aos 100 anos mesmo sem hábitos considerados ideais. Porém, estudos apontam que, para a grande maioria, o impacto do estilo de vida é muito mais determinante do que o DNA. Isso significa que cada pequena mudança, como trocar um alimento ultra processado por comida fresca ou transformar a caminhada diária em hábito, pode somar anos de qualidade à vida.
LIÇÕES QUE ATRAVESSAM GERAÇÕES
Além dos números e comprovações, há algo que só os centenários podem transmitir: a sabedoria acumulada pelo tempo. Muitos destacam a importância da gratidão, da convivência e da sensação de utilidade. Alguns lembram que rir diante das dificuldades ajudou a atravessar crises históricas, guerras, perdas e mudanças sociais radicais. Outros contam que foi o vínculo com a família ou a comunidade que deu força para seguir em frente.
Essas histórias reais confirmam o que a ciência já mostrou: manter vínculos sociais e ter um propósito de vida faz diferença não apenas na longevidade, mas também na saúde mental.
O QUE PODEMOS TRAZER PARA O DIA A DIA
Não precisamos viver em uma ilha grega para seguir os mesmos passos. No dia a dia, é possível aplicar muito do que já se observou nesses estudos:
Comer mais alimentos frescos e menos industrializados.
Valorizar o convívio familiar e reservar tempo para boas conversas.
Manter-se ativo, mesmo que isso signifique simplesmente caminhar mais ou cuidar do quintal.
Dedicar momentos para reduzir o estresse e cuidar da mente.
Encontrar um propósito que traga sentido: voluntariado, projetos pessoais ou até compartilhar experiências com filhos e netos.
Essas práticas, quando integradas ao acompanhamento médico e às intervenções preventivas, ampliam as chances de viver mais tempo com saúde, dignidade e autonomia.
PARA CONCLUIR...
Ainda que viver mais de 100 anos seja privilégio de poucos, o aumento de centenários no mundo nos mostra que é possível caminhar nessa direção. Não é apenas uma questão de sorte ou herança genética, mas de escolhas consistentes, cuidados médicos adequados e, sobretudo, de como cultivamos corpo, mente e relações ao longo da vida.
Os centenários provam que o envelhecimento pode ser cheio de vitalidade, significado e descobertas. Talvez o maior aprendizado seja este: mais importante do que somar anos, é transformar cada ano em vida plena.
Dra Ana Luiza Figueirôa
Médica Geriatra e Paliativista
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